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Portanto, vigiem” — Vigiar os Sinais dos Tempos vs. Teorias da Conspiração

Por­tan­to, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Sen­hor.”
Mateus 24:42

Vigiar os sinais dos tem­pos não é uma questão opcional, mas um man­da­men­to dire­to. Não ape­nas um man­da­men­to dire­to, mas uma enorme bênção tam­bém. A bênção vem em como os sinais divul­gam a imanên­cia do retorno de Jesus. Da mes­ma for­ma, eles nos aju­dam a man­ter nos­sas pri­or­i­dades cen­tradas e nos dão vig­or quan­do esta­mos desan­i­ma­dos. Não vigiar, por­tan­to, é não ape­nas uma des­obe­diên­cia aos man­da­men­tos de Cristo, mas tam­bém uma grande tolice. Don Houss­er — autor de Jesus’ Warn­ing to “Watch” – Just What Did He Mean?, — colo­ca de for­ma cor­re­ta ao escr­ev­er:

Nos­sa respon­s­abil­i­dade orde­na­da por Deus é de vigiar e orar. A ignorân­cia vem de igno­rar, e Deus não quer sejamos igno­rantes e “das trevas” (ver 1 Tes. 5:1–10). Nos­so Mestre e mod­e­lo per­feito Jesus Cristo cer­ta­mente enten­dia os even­tos, políti­cas e per­son­al­i­dades de Seus dias. Nós deve­mos faz­er o mes­mo.

Jesus disse, “Observem a figueira e todas as árvores. Quan­do elas bro­tam, vocês mes­mos percebem e sabem que o verão está próx­i­mo.” (Lc. 21:29 e 30). Da mes­ma for­ma que uma mul­her sabe que está prestes a dar à luz porque suas con­trações estão cada vez mais próx­i­mas, Jesus disse que nós tam­bém podemos saber quan­do seu retorno está próx­i­mo por causa dos sinais que terão lugar no mun­do. Por­tan­to, deve­mos ser vig­i­lantes.

Mas como exata­mente vigiamos os sinais dos tem­pos? Insta­lam­os um pro­gra­ma em nos­so com­puta­dor que nos atu­al­iza sem­pre que acon­tece um desas­tre nat­ur­al? Deve­mos procu­rar inces­san­te­mente por grá­fi­cos e dados acer­ca das pra­gas e epi­demias mod­er­nas? Deve­mos min­u­ciosa­mente son­dar os jor­nais impres­sos e trans­mi­ti­dos a cada dia procu­ran­do por algu­ma pista de rumores de guer­ra? Mais impor­tante, entramos no cam­po da espec­u­lação mais con­heci­do como teo­rias da con­spir­ação?

No mês pas­sa­do escrevi dois arti­gos, O Cristão e as Teo­rias da Con­spir­ação e Ellen White e as Teo­rias da Con­spir­ação. Min­ha intenção ao escr­ev­er ess­es arti­gos não é cri­ar uma con­ten­da com aque­les que encon­tram val­or nesse tipo de ativi­dade, em nem jul­gar, criticar ou con­denar. Pelo con­trário, min­ha intenção é chamar a atenção para o que eu acred­i­to ser uma das mais perigosas divergên­cias que afe­tam o Cris­tian­is­mo hoje. Um pas­tor Adven­tista e pro­fes­sor de teolo­gia comen­tou em esta­do de anon­i­ma­to,

Existe um monte de teo­rias espec­u­la­ti­vas tan­to den­tro quan­to fora da igre­ja. Isso pre­cisa parar. Não aju­da nos­so teste­munho em nada, mas afas­ta as pes­soas da ver­dade como ela é em Cristo.

Eu não pode­ria ter dito mel­hor. Enquan­to o mun­danis­mo apela para o amor à carne, as con­spir­ações apelam ao amor pelas pro­fe­cias e ao man­da­men­to de Jesus para vigiar. Muitos cristãos exce­lentes pegos nes­sa for­ma de pen­sar não con­sid­er­am o mate­r­i­al que eles abraçaram como espec­u­lação ou con­spir­ação, mas como ver­dade incon­testáv­el.

Eu me lem­bro de quan­do era fasci­na­do por essas coisas. Em min­ha opinião, aque­les que rejeitavam as teo­rias da con­spir­ação eram tolos e tin­ham seus olhos fecha­dos para o que real­mente esta­va acon­te­cen­do. Eles eram, em min­ha esti­ma, otimis­tas ilu­di­dos que prefe­ri­am a ignorân­cia con­fortáv­el à real­i­dade descon­fortáv­el de nos­sa sociedade mod­er­na, e dessa for­ma, eram facil­mente engana­dos pelas men­ti­ras dos gov­er­nos e insti­tu­ições.

Con­tu­do, o que logo desco­bri foi que eu é quem tin­ha sido engana­do, pois em min­ha zelosa apolo­gia pelas teo­rias da con­spir­ação (que eu con­sid­er­a­va serem fatos óbvios e não teo­rias), eu havia per­di­do um detal­he cru­cial – o desen­volvi­men­to de um caráter como o de Cristo. Des­de então eu ten­ho perce­bido que não só eu não esta­va sendo como Cristo, mas tam­bém todos os meus con­heci­dos que estavam envolvi­dos nes­sas espec­u­lações espal­hafatosas. De fato, todo o meu “vigiar os sinais dos tem­pos” havia me tor­na­do mais como os ímpios em caráter do que como os jus­tos.

Emb­o­ra eu não vá aqui elab­o­rar os efeitos neg­a­tivos de se debruçar sobre as teo­rias da con­spir­ação em relação ao caráter, (autor: eu já fiz isso no arti­go O Cristão e as Teo­rias da Con­spir­ação / tradu­tor: em breve será traduzi­do neste site) eu gostaria de pon­tu­ar que dev­i­do aos efeitos ruins que essa ativi­dade pro­duz, ela não pode­ria ser de fato o que Jesus orde­nou quan­do disse “vigiem“.

Por­tan­to, como podemos vigiar os sinais dos tem­pos sem ser­mos atraí­dos pelas espec­u­lações sen­sa­cional­is­tas de home­ns e mul­heres bril­hantes que afir­mam saber o que real­mente está acon­te­cen­do? De fato, parece que em muitos casos, não é pos­sív­el vigiar sem pesquis­ar tais mate­ri­ais. Para poder­mos solu­cionar esse que­bra-cabeça, primeiro pre­cisamos explo­rar as difer­enças entre a ordem de Jesus para vigia­r­mos os sinais dos tem­pos e as teo­rias da con­spir­ação.

Stephen Bauer, pro­fes­sor de teolo­gia e éti­ca, nos lem­bra que “vigiar é um man­da­men­to de Cristo…”. Con­tu­do, de acor­do com Bauer, “teo­rias da con­spir­ação espec­u­lam como os even­tos finais ocor­rerão. Isso não é o mes­mo que obser­var os even­tos ocor­rerem”. Essa dis­tinção é embasa­da pelo pro­fes­sor de estu­dos bíbli­cos Greg A. King quan­do afir­ma, “vigiar os sinais dos tem­pos, como bib­li­ca­mente somos enco­ra­ja­dos a faz­er, seria ver as pro­fe­cias como Mateus 24 e as pro­fe­cias de Daniel e Apoc­alipse.” King nos enco­ra­ja a “estar­mos cientes das lin­has de inter­pre­tação proféti­ca”, mas ao mes­mo tem­po nos enco­ra­ja a não “nos focar­mos nos even­tos espec­u­la­tivos e con­spir­a­cionistas.” E nos lem­bra de que o ver­dadeiro sinal de que Jesus está voltan­do não é um sinal políti­co ou insti­tu­cional, mas o Evan­gel­ho sendo pre­ga­do a todo mun­do. Isso, de acor­do com King, dev­e­ria ser nos­so foco prin­ci­pal.

Por­tan­to, a prin­ci­pal difer­ença entre vigiar os sinais dos tem­pos e as teo­rias de con­spir­ação é que uma se foca nas ver­dades bíbli­cas claras enquan­to a out­ra espec­u­la acer­ca dessas ver­dades. Um arti­go do gotquestions.org sobre este tópi­co acer­tou ao afir­mar que “as teo­rias da con­spir­ação […] colo­cam mui­ta ênfase nas questões mun­danas.” Não ape­nas isto, mas as teo­rias da con­spir­ação colo­cam mui­ta ênfase nas obras do dia­bo. Claro, como escreveu Lance Winslow, “teo­rias da con­spir­ação são muito diver­tidas e inter­es­santes de se pen­sar,” con­tu­do, a real­i­dade é que elas não são o que Jesus tin­ha em mente quan­do nos disse para “vigia­r­mos”.

Nen­hu­ma vez nos reg­istros bíbli­cos podemos encon­trar Jesus ou os após­to­los espec­u­lan­do ou pre­gan­do sen­sa­cional­is­mo como as teo­rias da con­spir­ação – e eles teri­am muito para diz­er! Cada um deles foi persegui­do pelo gov­er­no e por orga­ni­za­ções reli­giosas e ain­da assim você não encon­trará um capí­tu­lo sequer espec­u­lan­do acer­ca de planos secre­tos do gov­er­no para perseguir a igre­ja. Ao invés dis­so, os escritores bíbli­cos sem­pre se pren­der­am ao óbvio, nun­ca indo além do que era claro, e mes­mo assim sem dar ao tra­bal­ho do dia­bo muito destaque.

Quan­do Jesus orde­nou que vigiásse­mos os sinais dos tem­pos, ele tin­ha a intenção de que nós estivésse­mos cientes  de sua vin­da próx­i­ma, e não que nos tornásse­mos obceca­dos  com os Illu­mi­nati, a Maçonar­ia ou a ver­dade por trás do 11/9. Jesus disse, “Observem a figueira e todas as árvores. Quan­do elas bro­tam, vocês mes­mos percebem e sabem que o verão está próx­i­mo” (Lc. 21:29 e 30). Isto é vigiar os sinais dos tem­pos. Teo­rias con­spir­a­cionistas, con­tu­do, seria algo equiv­a­lente a usar uma lupa ou microscó­pio para anal­is­ar cada pequeno detal­he na árvore. Se você visse alguém fazen­do isso, será que pen­saria que esta pes­soa está per­den­do tem­po?

Por­tan­to, sabe­mos que vigiar os sinais dos tem­pos não é o mes­mo que teo­rias da con­spir­ação, mas em que pon­to um estu­do dos even­tos finais se tor­na um estu­do de con­spir­ações? Um teól­o­go anôn­i­mo colo­ca da seguinte for­ma,

…quan­do alguém se afas­ta dos fatos e começa a adi­v­in­har os motivos das pes­soas ou como as coisas acon­te­cerão no futuro ao invés de con­sid­er­ar os even­tos do pas­sa­do e do pre­sente, esta pes­soa se move para a espec­u­lação. É essen­cial para o estu­do sobre os even­tos finais se ater a fatos obje­tivos acer­ca do pas­sa­do e do pre­sente, e não espec­u­lar acer­ca do futuro ou dos motivos de pes­soas e orga­ni­za­ções.

A regra é sim­ples. Ao se aprox­i­mar da árvore (sinais dos tem­pos) com uma lupa (teo­rias da con­spir­ação / espec­u­lação) você cru­zou a lin­ha entre vigiar e espec­u­lar. Alguns podem argu­men­tar e diz­er que enquan­to as evidên­cias forem inques­tionáveis não se tra­ta de teo­ria da con­spir­ação. Con­tu­do, isto é o mes­mo que diz­er des­de que você este­ja falan­do a ver­dade sobre alguém não se tra­ta de fofo­ca. Ain­da é fofo­ca porque inde­pen­dente de quão ver­dadeiro seja, ain­da será danoso e doloroso para os envolvi­dos. Teo­rias da con­spir­ação podem, de fato, ser 100% pre­cisas, mas ain­da poderão causar dano àque­les que prestam atenção nelas.

Por isso, per­manece a ver­dade de que “espec­u­lações sem fim acer­ca das teo­rias da con­spir­ação são, na mel­hor das hipóte­ses, uma per­da de tem­po” (gotquestions.org/conspiracy-theories). Nun­ca se esqueça de que a espec­u­lação começa, como diz Bauer, quan­do você “vai além dos fatos tex­tu­ais bási­cos para ten­tar desco­brir exata­mente… [como] as coisas acon­te­cerão.”

Con­tu­do, isto traz questões fun­da­men­tais. É necessário, ao estu­dar­mos as pro­fe­cias, estu­dar­mos tam­bém mate­ri­ais extra bíbli­cos como livros de história. Estes mate­ri­ais extra bíbli­cos nos aju­dam a enten­der even­tos, nações, e peri­gos que as pro­fe­cias estão delin­e­an­do. Por­tan­to, eles são essen­ci­ais para estu­dar­mos pro­fe­cias. Por exem­p­lo, o uso apro­pri­a­do da história aju­da Daniel 2 a se tornar vivo. Con­tu­do, ape­sar de exi­s­tirem toneladas de livros históri­cos, políti­cos e soci­ológi­cos que podem nos aju­dar a enten­der pro­fe­cias, “nem todos são váli­dos, úteis ou pre­cisos. Val­i­dar fontes de infor­mação que você está con­sideran­do usar em seus estu­dos é um impor­tante pas­so em qual­quer ativi­dade de pesquisa” (owl.english.purdue.edu/owl/resource/553/1/).

Por­tan­to, como sabe­mos que um mate­r­i­al extra bíbli­co que quer­e­mos usar é con­fiáv­el? A mel­hor regra para isso é a var­iedade. Bauer expli­ca que “Quan­to mais fontes viram a mes­ma coisa, mais crív­el.” Por exem­p­lo, muitos evan­ge­lis­tas Adven­tis­tas do Séti­mo Dia são con­heci­dos por con­tarem uma história sem suporte históri­co além da pro­pa­gan­da protes­tante.  É uma história que descreve Con­stan­ti­no bati­zan­do todo o seu exérci­to pagão ao Cris­tian­is­mo ao fazê-los mar­char por um rio. Ess­es evan­ge­lis­tas adven­tis­tas pode­ri­am ter evi­ta­do espal­har rumores não doc­u­men­ta­dos se tivessem lido mais de um livro de difer­entes fontes.

Muitos cristãos apare­cem com difer­entes tipos de estra­nhas teo­rias porque ler­am um livro que suposta­mente rev­ela a real ver­dade por trás de algum assun­to. Con­tu­do, a var­iedade não é a úni­ca regra. Enquan­to deve­mos sem­pre lem­brar de ser­mos “cautelosos  com um his­toricista que é o úni­co a pen­sar de for­ma X em um caso” (Bauer), deve­mos tam­bém lem­brar que nos­so estu­do “pre­cisa ser doc­u­men­ta­do por fontes con­fiáveis” (teól­o­go anôn­i­mo).

Pesquisas com fontes revisadas aca­d­e­mi­ca­mente são mais con­fiáveis pois pas­sam por um proces­so em que as afir­mações e tra­bal­ho do autor pas­sam pelo escrutínio de uma var­iedade de espe­cial­is­tas. Esse proces­so auto­mati­ca­mente se livra de uma var­iedade de livros que dizem rev­e­lar algu­ma con­spir­ação sec­re­ta, pois “teo­rias con­spir­atórias geral­mente não são doc­u­men­tadas por fontes con­fiáveis. São teo­rias espec­u­la­ti­vas, geral­mente  desen­volvi­das por pes­soas que não pos­suem uma visão equi­li­bra­da e cujo as teo­rias não encon­tram suporte na mídia con­ven­cional ou em um repórter inves­tiga­ti­vo de boa rep­utação” (teól­o­go anôn­i­mo). Final­mente, ao escol­her mate­r­i­al para sua pesquisa, lem­bre-se sem­pre do con­sel­ho de Vic­to­ria Grant em Con­spir­a­cy The­o­ries and Secret Soci­eties, “se você acred­i­tar em tudo o que ler, logo começará a ler tudo que acred­i­ta”.

Mas enquan­to isso pode ser útil para pesquisador, nada dis­so faz difer­ença para o indi­ví­duo que não vê mal algum em entreter-se com teo­rias da con­spir­ação. Em Cristãos e Teo­rias da Con­spir­ação (em breve aqui) eu deli­neei uma var­iedade de efeitos danosos que tal ativi­dade pro­mul­ga. A real­i­dade é que “muitas teo­rias da con­spir­ação se ali­men­tam do medo e ata­cam a ignorân­cia e a ingenuidade” (gotquestions.org). Um estu­do pub­li­ca­do no Jor­nal de Psi­colo­gia Social por Karen Dou­glas, mostra evidên­cias de conexão entre teo­rias da con­spir­ação e mudanças de com­por­ta­men­to. Em out­ras palavras, entreter e acred­i­tar em tais coisas pos­suem efeito dire­to em nos­sas ati­tudes. Em min­ha exper­iên­cia, cristãos que se envolvem com teo­rias da con­spir­ação real­mente demon­stram mudanças de com­por­ta­men­to. Um mem­bro de família que comen­tou em anon­i­ma­to declar­ou,

Um par­ente muito próx­i­mo de mim era a pes­soa mais doce que eu já havia con­heci­do, muito cristã, livre de ansiedades, otimista, diver­ti­da e feliz. Após ter sido apre­sen­ta­da por cole­gas adven­tis­tas (que seri­am con­sid­er­a­dos extrem­is­tas pela igre­ja) a teo­rias da con­spir­ação, cer­ca de 70% de sua per­son­al­i­dade mudou para pior. Ela ain­da é doce e faria qual­quer coisa por você se pudesse, mas se tornou mais neg­a­ti­va, receosa, sus­pei­tan­do de qual­quer um, críti­ca, ansiosa, pes­simista, e você não a escu­ta mais falan­do sobre o Evan­gel­ho. Seu foco ago­ra são teo­rias con­spir­atórias neg­a­ti­vas, que causam um efeito neg­a­ti­vo em sua vida. Não estou dizen­do que ela se tornou uma má pes­soa, mas defin­i­ti­va­mente não é mais quem cos­tu­ma­va ser. Quan­do eu mes­mo come­cei a me envolver com teo­rias con­spir­atórias, min­has ati­tudes começaram a mudar da mes­ma for­ma. Hoje eu per­maneço longe desse tipo de coisa e pas­sei a detestá-las. Difer­ente de antes, ago­ra eu exper­i­men­to a abun­dante vida que Deus prom­e­teu a seus fil­hos.

Que out­ros efeitos perigosos são cau­sa­dos pelas teo­rias de con­spir­ação? Stephen Bauer resume da seguinte for­ma:

  • 1. Nós enfraque­ce­mos a Escrit­u­ra ao irmos além dela, tratan­do nos­sas espec­u­lações como se fos­sem a própria Escrit­u­ra. Eva fez isso, acres­cen­tan­do um “não toque” ao que Deus havia dito. Assim, quan­do a ser­pente colo­cou a fru­ta nas mãos dela (de acor­do com Ellen White) e ela tocou a fru­ta e não mor­reu, em sua mente isso enfraque­ceu o que Deus de fato havia dito. 50–60 anos atrás, Evan­ge­lis­tas da IASD incluíram fortes afir­mações em suas cam­pan­has de que a nação Israe­lense jamais seria recon­struí­da. Por isso o recomeço de Israel em 1948 destru­iu a cred­i­bil­i­dade dess­es evan­ge­lis­tas para muitas mentes. É mel­hor não exce­d­er­mos nos­sas ale­gações do que ser­mos prova­dos em erro.
  • 2. As teo­rias da con­spir­ação abaste­cem o sen­sa­cional­is­mo – uma religião enraiza­da em exci­tação e sen­ti­men­tos ao invés de uma vida pela fé. Da mes­ma for­ma, isto enfraque­ce os princí­pios da Jus­ti­fi­cação pela Fé.

Em con­clusão, Jesus espera que nós vigiemos os sinais dos tem­pos, mas mer­gul­har em con­spir­ações não é o que ele tin­ha em mente. Por­tan­to, ao estu­dar­mos os even­tos finais, deve­mos ter um olho afi­a­do sobre pas­sar da lin­ha evidên­cias bíbli­cas e históri­c­as e espec­u­lações.

Um bom jeito de evi­tar isso é ser cuida­doso durante o proces­so de pesquisa, inten­cional­mente bus­car uma var­iedade de pon­tos de vista, e se uti­lizar de mate­ri­ais con­fiáveis. Mes­mo se as teo­rias pos­suírem tom ver­dadeiro, elas não devem cen­tralizar nos­sas atenções. Nutrir teo­rias da con­spir­ação é na ver­dade algo danoso, espe­cial­mente para aque­les que pro­fes­sam fé em Cristo. Por­tan­to, ao vigiar os sinais dos tem­pos, ou estu­dar a lit­er­atu­ra apoc­alíp­ti­ca das Escrit­uras, seja cuida­doso para se man­ter nos fatos descritos, obje­tivos e vem doc­u­men­ta­dos do pas­sa­do e do pre­sente. E evite faz­er predições para o futuro ou jul­gar motivos.

Mes­mo ao estu­dar as pro­fe­cias bíbli­cas, não deixe que isso sobre­pu­je o resto das Escrit­uras. Greg King colo­ca de for­ma acer­ta­da quan­do diz que ape­sar de estu­dar­mos as pro­fe­cias, não deve­mos nos esque­cer do Salmo 23 – O Sen­hor é o meu Pas­tor. Aci­ma de tudo, peça que o Espíri­to San­to lhe guie. Deus é nos­sa torre segu­ra. Enquan­to per­mi­tir­mos que Ele nos guie, podemos ter certeza que Ele nos guiará ao por­to seguro.

Artigo: Pomopastor - M.D Marcos Torres
Tradução Livre: Cristãos Cansados

 

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