Crônicast #20 — Quando a Projeção Sobrepõe o Chamado
7 de junho de 2014
Crônicast #21 — O Primeiro Dia de Aulas
26 de julho de 2014

O Problema do Mal — parte 6

Com a rebe­lião que sur­gi­ra no uni­ver­so, Deus fez algo que ninguém esper­a­va. Ele veio à ter­ra na pes­soa de Jesus, um homem den­tre os home­ns, mas um homem cujo cor­po abri­ga­va a própria pre­sença de Deus, mais do que o tem­p­lo jamais con­seguiu abri­gar. Esse homem-Deus nasceu em uma obscu­ra vila e como homem, real­i­zou grandes feitos, incluin­do curar os enfer­mos e ressus­ci­tar os mor­tos.

O clí­max da história se dá em uma man­hã de Sex­ta em Jerusalém, uma sequen­cia de even­tos que até já foi retrata­da no filme de Mel Gib­son, Paixão de Cristo. A história dessa Sex­ta na ver­dade começa em uma Quin­ta a noite. Jesus cel­e­bra­va a Pás­coa Judaica com seus dis­cípu­los. Ele então cam­in­hou com eles pelas íngremes escadarias de uma rua que lev­a­va à parte supe­ri­or de Jerusalém.

De lá eles se diri­gi­ram ao norte, a um dos lugares favoritos de oração, em um bosque de oliveiras chama­do Jardim do Get­sê­mani, a leste de Jerusalém. Durante o perío­do em que estiver­am no jardim, Jesus ago­ni­zou em oração acer­ca dos even­tos que ele logo iria exper­i­men­tar. De acor­do com a Bíblia, a ago­nia de Jesus teve pouco a ver com o sofri­men­to físi­co que ele teria no dia seguinte. Ao invés dis­so, como Deus-homem, ele esta­va des­ig­na­do a exper­i­men­tar todas as con­se­quên­cias da mal­dade humana em sua própria pes­soa. Sua morte na cruz rep­re­sen­taria a soma de toda a dor, todo o sofri­men­to, toda a mágoa e rejeição que o mal cau­sou na raça humana. Ele sofre­ria a per­da do sen­ti­do, do rela­ciona­men­to e toda a mis­éria, doença e morte da raça humana.

Após sua prisão, Jesus foi lev­a­do ime­di­ata­mente a jul­ga­men­to per­ante os altos sac­er­dotes da religião nacional, Anás e Caifás. Um proces­so duvi­doso parece não ter sido pre­ocu­pante durante o jul­ga­men­to de Jesus. Fal­sas teste­munhas der­am seus “relatos”, ape­sar de um desen­tendi­men­to entre eles diminuiu o val­or dessas ale­gações per­ante os acu­sadores. Tor­tu­ra foi usa­da para ten­tar extrair a “con­fis­são” de Jesus. Durante o perío­do de seus vários jul­ga­men­tos, ele foi esbofetea­do no ros­to, bati­do com varas, chicotea­do com cor­das lon­gas, zom­ba­do e ridic­u­lar­iza­do. Cus­pi­ram em sua face. Uma “coroa” de espin­hos foi crava­da em sua cabeça. Hoje, um jul­ga­men­to como esse atrairia uma atenção gigan­tesca da Anis­tia Inter­na­cional.

As autori­dades reli­giosas que coman­davam o jul­ga­men­to, decidi­ram que Jesus seria mor­to. Mas já que eles não pos­suíam a autori­dade para tal sen­tença, pre­cis­aram con­vencer as autori­dades romanas de que Jesus era uma séria ameaça a Roma. Por isso, o caso de Jesus foi lev­a­do até o gov­er­nador romano. Após algu­mas con­sid­er­ações, Pilatos envi­ou um homem inocente para a morte por cru­ci­fixão.

Cru­ci­fixão era uma for­ma de exe­cução muito pecu­liar dos romanos. Um indi­vid­uo era obri­ga­do a car­regar um pedaço pesa­do de madeira até o local de sua exe­cução, como um avi­so públi­co para out­ros. Alguns eram pre­ga­dos na cruz, out­ros ape­nas amar­ra­dos com cor­das. O ele­men­to chave, con­tu­do, era que para poderem res­pi­rar, as víti­mas tin­ham que exercer grande força para lev­antarem seus cor­pos de algu­ma for­ma. A morte vin­ha por asfix­ia quan­do eles não mais tin­ham força sufi­ciente para se lev­antarem. Era uma morte lon­ga e dolorosa. Isso sem con­tar na exposição e na ver­gonha, por estarem pen­dura­dos nus em frente da família e ami­gos em todos os tipos de cli­mas.

Ao chegar ao Gól­go­ta, o local de exe­cução, Jesus foi pre­ga­do na cruz pelos pul­sos e tornoze­los e colo­ca­do em exposição ao lado de ladrões comuns. Três horas depois ele esta­va mor­to, mais pela angús­tia emo­cional e espir­i­tu­al do que por razões físi­cas. Alguns ami­gos ricos de Jesus con­seguiram a lib­er­ação de seu cor­po e o colo­caram em uma tum­ba próx­i­ma, fecha­do atrás de uma imen­sa pedra usa­da como por­ta.

A história chega a um clí­max cer­ca de 36 horas depois, num domin­go pela man­hã. Várias mul­heres decidi­ram vis­i­tar a tum­ba e ungirem o cor­po de Jesus, para preser­var sua com­posição e prestar-lhe hon­ra, mes­mo na morte. Mas quan­do chegaram na tum­ba, a pedra havia sido movi­da e a tum­ba esta­va vazia. Um ou dois home­ns estavam para­dos ali no local, com aparên­cia deslum­brante (uma teste­munha até os chamou de anjos). Eles dis­ser­am às mul­heres para não procu­rarem entre os mor­tos quem esta­va vivo. Jesus havia ressus­ci­ta­do da morte e apare­ce­ria nova­mente aos dis­cípu­los.

A respos­ta de Deus ao prob­le­ma do mal, por­tan­to, é a respos­ta do amor na for­ma mais auto-sac­ri­f­i­cal da palavra. Ele não bus­ca mudar o mun­do à força, mas pelo poder de um caráter amoroso, exibido nas ações auto-sac­ri­fi­cais de Cristo em nos­so favor. Ele dese­ja ser recon­heci­do como Deus, não pelo que Ele pos­sui ou pelo poder que pode demon­strar, mas por causa de seu caráter, que se tor­na evi­dente na cruz. E por que esse even­to é tão impor­tante?

Con­tin­ua em AS IMPLICAÇÕES DA CRUZ

via Jon Paulien
revelation-armageddon.com

 

Outros episódios avulsos:

Outras postagens do site: