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O Problema do Mal — parte 5

Quan­do con­fronta­do pela rebe­lião no céu, Deus decid­iu que não iria gov­ernar o uni­ver­so pela força nem san­cionar o mal que havia con­t­a­m­i­na­do tudo. Ao invés dis­so, de acor­do com o grande teól­o­go britâni­co C. S. Lewis, ele tomou várias medi­das para grad­ual­mente ir mudan­do a maré para longe do mal e em direção ao amor e a justiça. E isso tam­bém fica evi­dente na Bíblia. 1) Ele proveu uma con­sciên­cia, um sen­so inter­no do que é cer­to e erra­do que poucos humanos se mostram sem. 2) De Abraão a Moisés, e de Moisés a Paulo, Deus prov­i­den­ciou visões e son­hos que aju­daram a esclare­cer diver­sas questões cen­trais em relação ao bem e ao mal. 3) Ele tam­bém escreveu a história de um povo (Israel, a nação judaica) e através de suas difi­cul­dades e lutas ele os ensi­nou mais clara­mente acer­ca de si mes­mo.

Deus então faz o mais inusi­ta­do e incrív­el ato de todos. 4) Em Belém, ao sul de Jerusalém no Ori­ente Médio, um bebê aparece, cujo nasci­men­to nós cel­e­bramos todos os anos na época do Natal. E à medi­da em que a história segue, ele nasce em uma man­je­doura, é vis­i­ta­do por sábios e pas­tores de ovel­has. Ele então é força­do a fugir com seus pais para o Egi­to por causa que ele era uma ameaça ao rei local. E a razão pela qual o feri­ado do Natal é o pon­to alto de todos os anos na cul­tura Oci­den­tal é a con­vicção de que este homem, este úni­co, solitário homem, foi o mais impor­tante ser humano que já viveu. Seu nome era jesus.

Quan­do Jesus tornou-se adul­to, ele anda­va por aí fazen­do o bem. Ele pos­suía uma incrív­el habil­i­dade de curar os doentes e, oca­sion­al­mente, até ressus­ci­tar os mor­tos. Ele trouxe ale­gria a um casal de noivos em seu casa­men­to ao trans­for­mar água em vin­ho. Ali­men­tou mil­hares com um pun­hado de pão e alguns peix­es.

Ele tam­bém ensi­nou coisas incríveis. Várias fras­es de efeito que con­hece­mos hoje são dele, como por exem­p­lo, “Faça aos out­ros o que você quer que os out­ros façam a você”, “Se alguém lhe ferir uma face, vire a out­ra face”, e “Amem um aos out­ros como eu vos amei.” Ele con­tou histórias inesquecíveis como a do Bom Samar­i­tano, do Fil­ho Pródi­go, e a do Semeador. Ele teve encon­tros mem­o­ráveis com Nicodemos, a mul­her Samar­i­tana e um homem mor­to chama­do Lázaro.

Mas nen­hu­ma dessas coisas foi a razão pela qual a vida de Jesus foi a mais impor­tante na história do mun­do.  Na ver­dade, era um estran­ho habito que Jesus tin­ha de ficar dizen­do as coisas como se ele fos­se Deus. Out­ras pes­soas já havi­am cura­do doentes, out­ros até já havi­am ressus­ci­ta­do mor­tos. Mas Jesus foi além dis­so, afir­man­do um rela­ciona­men­to eter­no com Deus e fazen­do coisas que somente Deus pode­ria faz­er.

Jesus é fre­quente­mente referi­do como um bom homem, ou mes­mo o mel­hor homem que já andou na face da ter­ra. Mas nen­hu­ma dessas descrições é pre­cisa. Jesus não pode­ria ter sido sim­ples­mente um bom homem. Citan­do Lewis, “Um homem que fos­se ape­nas um homem e dissesse os tipos de coisas que Jesus disse não seria um grande pro­fes­sor de moral. Ele seria ou um lunáti­co no mes­mo nív­el de um homem que afir­ma ser um ovo poche, ou mes­mo um demônio. Você pre­cisa faz­er a sua escol­ha. Ou esse homem foi, e é, o Fil­ho de Deus, ou então um louco ou coisa pior.”

Se Jesus foi mera­mente mais um pro­fe­ta, um homem den­tre muitos, ele seria uma fraude por afir­mar que era Deus. Mas se ele é quem afir­mou ser, o próprio Deus em for­ma humana, então a vida, morte e ressur­reição  de Jesus são os maiores even­tos que já ocor­reram no cur­so da história humana. E eles são a chave para explicar como um Deus de amor, que tem o poder para acabar com o mal no ato, pode­ria per­mi­tir tan­ta dor e sofri­men­to neste mun­do.
Con­tin­ua…

via Jon Paulien
revelation-armageddon.com

 

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