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O Problema do Mal — parte 4

Emb­o­ra Deus não dese­je ou pra­tique o mal, a pos­si­bil­i­dade do mal paira na própria liber­dade que Deus investiu em sua cri­ação. Mas uma vez que os seres cri­a­dos usaram sua liber­dade para o mal e a rebe­lião, a questão é lev­an­ta­da: Por que Deus sim­ples­mente não colo­cou um fim ao mal quan­do ele ocor­reu? Por que não elim­i­nar no ato os que come­ter­am o mal, e dar a liber­dade para out­ros mais dig­nos?

Imag­ine uma dupla de anjos no céu cochichan­do do lado de fora dos portões de péro­las. Um anjo sus­sur­ra pro out­ro, “Sabe, eu não estou mais tão cer­to de que Deus é amoroso e bon­doso do jeito que ele diz que é. Sabe o que eu acabei de ouvir…?” E na medi­da em que out­ros anjos se aprox­i­mam para ouvir a fofo­ca que se espal­ha, um raio surge e vapor­iza o anjo que recla­ma.

Choca­dos, os out­ros anjos bus­cam um vel­ho ami­go. “Você não vai acred­i­tar no que acabou de acon­te­cer! Charleburt esta­va ago­ra mes­mo dizen­do algu­mas coisas neg­a­ti­vas acer­ca de Deus e foi vapor­iza­do por um raio, do nada! Sabe, talvez ele este­ja cer­to. Talvez Deus não seja tão amoroso e bon­doso como ele diz que é.” E nesse instante, out­ro raio cor­ta o céu e vapor­iza o segun­do anjo.

Se esse tipo de ação se pro­lon­gasse por muito tem­po, o que todos os anjos estari­am fazen­do? Estari­am olhan­do para o céu, pre­ocu­pa­dos com os raios que pode­ri­am trans­for­má-los na próx­i­ma víti­ma. Seria o fim do amor e o começo do medo no rela­ciona­men­to com Deus. Daque­le momen­to em diante, eles fari­am e diri­am as coisas cer­tas, não por amor a Deus, mas por medo. Por isso, elim­i­nar o mal no instante em que ele ocor­resse não era a mel­hor opção para um Deus de amor.

Uma segun­da opção para lidar com a rebe­lião seria san­cioná-la. Deus pode­ria mudar sua lei e caráter para se adap­tar às novas real­i­dades do uni­ver­so. Todos seri­am autor­iza­dos a faz­erem o que quis­erem. Mas esse tam­bém seria o fim do ver­dadeiro amor. Resul­taria em anar­quia, “cada homem por si”. O mal se tornar­ia a dout­ri­na dom­i­nante no uni­ver­so e um caos destru­ti­vo resul­taria. A injustiça alcançaria ain­da maiores pro­porções do que exper­i­men­ta­mos ago­ra, já que todos ten­tari­am tomar o que pudessem dos out­ros. San­cionar a rebe­lião, por­tan­to, não era a opção cor­re­ta para um Deus de justiça.

Por mais poderoso que Deus fos­se e é, con­tu­do, as opções para lidar com as con­se­quên­cias da liber­dade não eram muitas. O que Deus faria? A Bíblia ofer­ece as respostas.
Con­tin­ua…

via Jon Paulien
revelation-armageddon.com

 

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