Crônicast #16 — Reduzindo o Reino que Cristo Veio Expandir
10 de janeiro de 2014
O Problema do Mal — parte 3
1 de março de 2014

O Problema do Mal — parte 2

O prob­le­ma do mal remete com­ple­ta­mente ao pas­sa­do, a uma escol­ha que Deus fez. Quan­do chegou a hora de cri­ar os seres, ele dev­e­ria decidir se ess­es seres seri­am con­tro­la­dos por ele ou se seri­am com­ple­ta­mente livres. Olhan­do a grosso modo, somos lev­a­dos a pen­sar em como seria bom se os seres humanos não tivess­es livre arbítrio. Como “robôs”, nós poderíamos ser pro­gra­ma­dos para ser­mos bons e fun­cion­ar­mos de uma for­ma que har­mo­nize a beleza de toda a cri­ação. Em um mun­do dessa for­ma, as coisas nun­ca sairi­am erra­do.

Mas há um prob­le­ma. Um fun­ciona­men­to robóti­co de con­t­role total não deixa espaço para o amor. Imag­ine que sua esposa ou esposo fos­se um robô com um com­puta­dor no lugar do cére­bro. Imag­ine que você pudesse pro­gra­mar ele ou ela para ter um cor­po per­feito e respon­der com palavras e ações amorosas em todas as cir­cun­stân­cias. Emb­o­ra num primeiro momen­to esta pareça ser a descrição de um côn­juge per­feito, o deleite em tal pro­gra­mação se esfri­aria rap­i­da­mente:

Eu te amo muito,” você diria a seu robô.
“Eu te amo com todo o meu sil­i­cone,” respon­de­ria o robô.

Quan­do você se dá con­ta de que a respos­ta não é espon­tânea, as palavras se tor­nam vazias rap­i­da­mente. Amor genuíno só pos­sui sig­nifi­ca­do quan­do é escol­hi­do e dado como um pre­sente a alguém. Amor genuíno só ocorre quan­do alguém é livre para escol­her amar ou deixar de amar. Mas quan­do alguém é livre para te amar, ele tam­bém é livre para te magoar e te rejeitar. A pos­si­bil­i­dade do amor requere que a pos­si­bil­i­dade do mal exista. A liber­dade é o maior de todos os riscos.
O cerne da questão é que amor e liber­dade andam jun­tos. Para ter um, você pre­cisa ter o out­ro. Por­tan­to, quan­do o Deus que é amor, que é o Amante Eter­no, decide cri­ar, ele tam­bém decide se tornar vul­neráv­el às escol­has de suas criat­uras. Ele cria todas as coisas boas (Gên. 1:31), mas tam­bém per­mite que suas criat­uras ten­ham a liber­dade de não amá-lo, de rejeitá-lo. No fim das con­tas, o mal existe não porque Deus é tira­no, mas porque ele é com­pro­meti­do com a liber­dade de seus seres. O mal existe neste mun­do, não porque Deus não pos­sui poder sufi­ciente para com­batê-lo, mas porque ele dese­ja que os seres humanos sejam poderosos da mes­ma for­ma como ele exerce sua liber­dade de ação.

Por isso, Deus criou o mun­do e o encheu de pre­sentes amorosos para a raça humana. Ele deu aos primeiros humanos o pre­sente do seu amor, mas tam­bém deu a eles o pre­sente da liber­dade de escol­ha (Gên. 1:26–28; 2:9; 16–17). Ele entre­gou seu coração cheio de amor em suas mãos para rece­bê-lo ou rejeitá-lo. Deus se fez vul­neráv­el para a dor e o sofri­men­to da rejeição para poder exper­i­men­tar o genuíno amor de sua cri­ação.
E, de acor­do com a Bíblia, as coisas saíram com­ple­ta­mente erradas.
Con­tin­ua…

via Jon Paulien
revelation-armageddon.com

 

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