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Tradição é a fé viva dos que já morreram; tradicionalismo é a fé morta dos que ainda vivem. […] É o tradicionalismo que dá à tradição uma fama tão ruim” (Jaroslav Pelikan).

 

A VERDADEIRATRADIÇÃOVS. O STATUS QUO

O ano é 1885. Um adven­tista de 35 anos, durante seus momen­tos de estu­do, está anal­isan­do alguns dos posi­ciona­men­tos da Igre­ja Adven­tista do Séti­mo Dia. Ele acred­i­ta ter descober­to algo. Não é uma questão cen­tral, mas o prob­le­ma é que suas con­clusões não se har­mo­nizam com o que a igre­ja tem ensi­na­do há décadas. Ele ain­da não perce­beu, mas está a pon­to de bal­ançar o bar­co e deixar mui­ta gente enjoa­da. Seu nome é Alon­zo Tre­vi­er Jones, mais con­heci­do como A. T. Jones.

Ape­nas um ano antes, os del­e­ga­dos da Con­fer­ên­cia Ger­al de 1884 pedi­ram para que ele começasse um pro­je­to de pesquisa para con­fir­mar as inter­pre­tações adven­tis­tas acer­ca das pro­fe­cias com evidên­cias históri­c­as apu­radas. A maior parte das inter­pre­tações foram reafir­madas, com exceção de um pequeno pon­to. Com base nas evidên­cias à sua dis­posição, Jones con­cluiu que havia um erro na inter­pre­tação adven­tista comum acer­ca dos dez chifres, ou reinos, de Daniel 7. Emb­o­ra os adven­tis­tas dissessem que um dos dez chifres eram os hunos, Jones con­cluiu que os ala­manos se encaix­avam mel­hor na pro­fe­cia. Um sim­ples reparo, você pen­saria. Não exata­mente.

O prin­ci­pal pro­po­nente da visão con­ven­cional era Uri­ah Smith, que, aliás, era a maior refer­ên­cia da igre­ja em inter­pre­tação proféti­ca e autor do livro ampla­mente respeita­do Pen­sa­men­tos sobre Daniel e Apoc­alipse. Em maio de 1885, Jones escreveu a Smith: “Ten­ho feito o meu mel­hor para chegar a um con­sen­so, mas, sem ter autori­dades que apoiem essa inter­pre­tação, não con­si­go fazê-lo. […] Não quero entrar em desacor­do com você sobre esse tema, se isso pud­er ser evi­ta­do. […] Se você pos­sui algu­ma evidên­cia sobre isso à qual não tive aces­so, por favor, per­mi­ta-me ser ben­e­fi­ci­a­do dela” (A. T. Jones a Uri­ah Smith, 18 de maio de 1885).

Mas, ape­sar dos ape­los a um diál­o­go aber­to e amis­toso, Smith não iria coop­er­ar. Após vários pedi­dos igno­ra­dos, Jones con­tin­u­ou sua pesquisa, a qual ele pub­li­cou em Signs of the Times. Em novem­bro de 1886, Smith se pro­nun­ciou, e ele não esta­va feliz. Esta­va muito irri­ta­do acer­ca do desen­tendi­men­to: Por que os adven­tis­tas dev­e­ri­am mudar sua posição ago­ra, depois que ela já tin­ha sido pre­ga­da dessa for­ma “durante os últi­mos quarenta anos?”, ele per­gun­tou. Ado­tar a sug­estão de Jones colo­caria a igre­ja em descrédi­to, porque “mil­hares de pes­soas notari­am a mudança” e sus­peitari­am que os adven­tis­tas estari­am erra­dos tam­bém em out­ros pon­tos (Uri­ah Smith a A. T. Jones, 8 de novem­bro de 1886). Em out­ras palavras, o que o mun­do pen­saria se os adven­tis­tas admi­tis­sem um erro em sua teolo­gia? Para Smith, afas­tar-se da visão con­ven­cional era um risco muito perigoso, ape­sar das evidên­cias.

Respos­ta erra­da para um homem como A. T. Jones, que era alér­gi­co ao sta­tus quo. Evi­tar a mudança sim­ples­mente porque nós man­tive­mos essa posição durante quarenta anos? Sem chance. Jones respon­deu em 3 de dezem­bro de 1886, afir­man­do que o real peri­go esta­va em igno­rar uma clara fraque­za na posição da igre­ja. Quan­do sujei­ta à análise do mun­do, a Igre­ja Adven­tista teria que “apre­sen­tar algu­ma razão mel­hor para nos­sa fé do que: ‘Isso tem sido pre­ga­do assim por quarenta anos’”. Ele prosseguiu dizen­do:

Se eu estiv­er erra­do, estou pron­to a mudar a qual­quer momen­to por algo que estiv­er cor­re­to. Isso ape­nas mostra que apren­di algo que não sabia antes. […] Mes­mo que ten­ha sido pre­ga­do por mil anos […] isso não é evidên­cia para mim, e mudarei na primeira opor­tu­nidade em que con­hecer a ver­dade” (A. T. Jones a Uri­ah Smith, 3 de dezem­bro de 1886).

Jones escreve­ria out­ras car­tas a Smith pedin­do que lhe envi­asse as fontes que apoiavam a posição tradi­cional. “Eu lhe prome­to que pub­li­carei na Signs tão logo for pos­sív­el, e jun­ta­mente pub­li­carei min­ha retratação sobre aqui­lo que publiquei antes. […] Nada me agradaria mais do que pub­licar isso na Signs” (A. T. Jones a Uri­ah Smith, 27 de dezem­bro de 1886).

Mas não adiantou. O atri­to entre os dois foi se arra­s­tan­do até a Con­fer­ên­cia Ger­al de 1888 em Min­neapo­lis, onde o pres­i­dente George I. But­ler, unin­do-se a Uri­ah Smith, desaba­faria sua frus­tração de como Jones esta­va violan­do “a fé longa­mente esta­b­ele­ci­da de nos­so povo que já tin­ha mais de quarenta anos” (G. I. But­ler a Ellen G. White, 1o de out­ubro de 1888). O ten­so debate acabou sem qual­quer res­olução. Ironi­ca­mente, a igre­ja even­tual­mente ado­taria a posição de Jones.

Por­tan­to, qual dess­es dois home­ns – Jones ou Smith – era o ver­dadeiro defen­sor da tradição adven­tista? Para muitos leitores, pode pare­cer que era Uri­ah Smith. Mas será que real­mente era ele? Um dess­es home­ns esta­va fazen­do lob­by pela importân­cia de can­tar no mes­mo tom que havia sido can­ta­do por quarenta anos; o out­ro advo­ga­va a importân­cia de uma pesquisa metic­u­losa e respon­sáv­el que embasasse as posições da igre­ja com fatos. Apoiar uma crença com sól­i­da evidên­cia e bom sen­so é uma tradição adven­tista muito maior do que a ‘tradição’ à qual Uri­ah Smith esta­va apelando.

Jones esta­va invo­can­do um ide­al enraiza­do no próprio fun­da­men­to sobre o qual o adven­tismo havia sido con­struí­do. Ele esta­va se fir­man­do no ombro de gigantes, dos pio­neiros que des­cansavam em suas sepul­turas – home­ns como José Bates, J. N. Andrews e Tia­go White. Jones esta­va seguin­do o ver­dadeiro adven­tismo tradi­cional – a fé viva dos que já havi­am mor­ri­do. Essa era uma fé vibrante, que pos­suía uma visão clara e aber­tu­ra para se ajus­tar e cor­ri­gir ideias equiv­o­cadas den­tro da igre­ja.

Smith, por out­ro lado, rep­re­sen­ta­va o tradi­cional­is­mo adven­tista – a fé mor­ta dos que ain­da vivem. “Mor­ta” no sen­ti­do de ser estáti­ca, resistente ao cresci­men­to e à mudança. Quan­do moti­va­da pelo teste­munho das Escrit­uras e pelo bom sen­so, mudar crenças que man­tive­mos por muitos anos na ver­dade é algo muito adven­tista. Con­for­mar-se com o sta­tus quo é uma ati­tude extrema­mente anti-adven­tista.

O prob­le­ma não era que Uri­ah Smith era tradi­cional demais; o prob­le­ma é que ele não era tradi­cional o sufi­ciente. Sua ver­são de “tradi­cional” não era sufi­cien­te­mente alicerça­da no fun­da­men­to do adven­tismo.

É pos­sív­el que sejamos incli­na­dos a resi­s­tir à mudança e encon­tremos segu­rança no sta­tus quo? É pos­sív­el que sejamos pré-dis­pos­tos a sim­ples­mente con­tin­uar fazen­do aqui­lo que sem­pre fize­mos sem uma cuida­dosa autoavali­ação?

Ago­ra, vamos reca­pit­u­lar mais uma vez…

A FRAQUEZA DE SER DEFENSÍVEL

O ano é 1884. Um adven­tista de 29 anos está estu­dan­do a Bíblia. Ele está extasi­a­do com as dimen­sões do evan­gel­ho rev­e­la­do no livro de Gálatas. Está lutan­do para explicar a fal­ta de rea­v­i­va­men­to na Igre­ja Adven­tista. Ele acred­i­ta que está desco­brindo algu­ma coisa impor­tante, mas o prob­le­ma é que suas con­clusões não se har­mo­nizam com o que a igre­ja tem ensi­na­do por décadas. Ele ain­da não sabe, mas está prestes a des­en­cadear um debate de pro­porções sís­mi­cas. Seu nome é Ellet Joseph Wag­goner, mais con­heci­do como E. J. Wag­goner.

Com for­mação médi­ca, Wag­goner era um adven­tista de segun­da ger­ação que, sen­ta­do numa reunião cam­pal durante uma tarde som­bria, tem uma extra­ordinária exper­iên­cia de con­ver­são. Como ele descreveu: “Vi Cristo cru­ci­fi­ca­do por mim, e para mim foi rev­e­la­do pela primeira vez em min­ha vida o fato de que Deus me amou, e que Cristo se entre­gou pes­soal­mente por mim. Foi tudo para mim.” Essa exper­iên­cia pro­fun­da­mente comovente moldaria sua abor­dagem de estu­dar a Bíblia e sua visão para a igre­ja.

Wag­goner, jun­ta­mente com Jones, desco­briu que a lei men­ciona­da por Paulo em Gálatas 3 como o “aio” ou “tutor” que nos leva a Cristo eram os Dez Man­da­men­tos, e não mera­mente a lei cer­i­mo­ni­al, e os adven­tis­tas tin­ham ensi­na­do isso durante cer­ca de trin­ta anos. As con­clusões de Wag­goner não eram exata­mente novas. A inter­pre­tação que ele esta­va sug­erindo na ver­dade era a posição defen­di­da pelos prin­ci­pais líderes adven­tis­tas – como José Bates, Tia­go White e J. N. Andrews – na déca­da de 1850. Mas a igre­ja mudou sua posição em reação aos protes­tantes que usavam Gálatas 3 para argu­men­tar que a lei foi abol­i­da pelo sac­ri­fí­cio de Cristo. Sentin­do uma ameaça a alguns dos princí­pios cen­trais da denom­i­nação, os adven­tis­tas rea­gi­ram iden­ti­f­i­can­do a lei em Gálatas como a lei cer­i­mo­ni­al, pro­te­gen­do assim os Dez Man­da­men­tos.

Quan­do Jones e Wag­goner começaram a ensi­nar e escr­ev­er sobre a relação entre a lei e o evan­gel­ho e sobre o assun­to da jus­ti­fi­cação pela fé, eles provo­caram alguns adven­tis­tas. Uri­ah Smith e George I. But­ler lid­er­avam a oposição. Eles ale­garam que as ideias de Jones e Wag­goner eram perigosas; que seus ensi­na­men­tos eram uma ameaça à cen­tral­i­dade da lei e do sába­do. Se o mun­do desco­brisse que os adven­tis­tas tin­ham muda­do sua posição em relação à lei em Gálatas, a igre­ja perde­ria cred­i­bil­i­dade per­ante o mun­do.

Essa era a respos­ta erra­da para alguém como Wag­goner, que esta­va ven­do com maior clareza o papel exal­ta­do do evan­gel­ho no sis­tema da ver­dade man­ti­do pelos adven­tis­tas. Ele exor­tou seus leitores que, longe de diminuir a importân­cia dos Dez Man­da­men­tos, seus ensi­nos sobre a lei em Gálatas real­mente enfa­ti­zavam “quão pro­fun­da­mente a majes­tade da lei é vin­di­ca­da como um todo, e sua per­pe­tu­idade mostra­da, e tam­bém quão bela é a har­mo­nia entre a lei e o evan­gel­ho” (Signs of the Times, 2 de setem­bro de 1886, p. 534).

Wag­goner podia sen­tir a fal­ta de ênfase do evan­gel­ho den­tro da igre­ja numa época em que a fé de Jesus, como disse Ellen White, era “men­ciona­da, mas não com­preen­di­da”. Era uma época em que os adven­tis­tas do séti­mo dia falavam sobre os Dez Man­da­men­tos, mas não o sufi­ciente sobre a “lei e o evan­gel­ho andan­do de mãos dadas” (Men­sagens Escol­hi­das, v. 3, p. 172).

Mas nem todos viam as coisas dessa for­ma. Era demais para Smith e But­ler, que reuni­ram as tropas e agi­taram a vel­ha guar­da para resi­s­tir a ess­es jovens pas­tores. A jul­gar pelas acusações e críti­cas feitas con­tra Jones e Wag­goner, alguém pode­ria ter duvi­da­do se eles eram gen­uina­mente adven­tis­tas. No entan­to, a resistên­cia à men­sagem deles em grande parte se devia ao medo. Eles eram vis­tos como uma ameaça ao adven­tismo tradi­cional.

Ellen White, por out­ro lado, acred­i­ta­va que os jovens estavam trazen­do nova vida ao adven­tismo. Quan­to à oposição, ela expli­cou que os home­ns de mente estre­i­ta “decidi­ram que era um perigoso erro remover os ‘mar­cos anti­gos’ quan­do não se esta­va removen­do nada além das ideias equiv­o­cadas do que con­sti­tuíam os anti­gos mar­cos. […] Todo esse rumor sobre a mudança do que não dev­e­ria ser muda­do é pura­mente imag­inário” (1888 Mate­ri­als, p. 518; O Out­ro Poder: Con­sel­hos aos Escritores e Edi­tores, p. 30).

No calor da ten­são, Wag­goner respon­deu à pre­ocu­pação dos opo­nentes acer­ca de uma mudança de posi­ciona­men­to: “Sei que você vai diz­er que será humil­hante mod­i­ficar a nos­sa posição em um pon­to tão vital como este, mes­mo em face do adver­sário. […] Mas eu não vejo nada humil­hante nes­sa questão. Se nos­so povo hoje, como cor­po, […] mudar a sua  com­preen­são sobre esse pon­to, seria sim­ples­mente um recon­hec­i­men­to de que eles estão mais bem infor­ma­dos hoje do que ontem. Seria sim­ples­mente dar um pas­so adi­ante, o que nun­ca é humil­hante, exce­to para aque­les cujo orgul­ho de opinião não lhes per­mi­tirá admi­tir que eles podem estar erra­dos” (The Gospel in Gala­tians, p. 53).

Uma dis­posição para recon­hecer que vemos as coisas mais clara­mente hoje do que ontem? Parece muito perigoso. Uma humil­dade de opinião que afir­ma que podemos admi­tir quan­do esta­mos erra­dos? Parece muito arrisca­do.

Wag­goner insis­tiu que seu ensi­na­men­to sobre a lei e o evan­gel­ho não era uma “ideia nova”. “Não é uma nova teo­ria doutrinária”, mas está “per­feita­mente em har­mo­nia com os princí­pios fun­da­men­tais da ver­dade que foram man­ti­dos” por nos­so povo (The Gospel in Gala­tians, p. 53).

Em out­ras palavras, este é o adven­tismo tradi­cional! Este é o adven­tismo da vel­ha esco­la, anco­ra­do no evan­gel­ho eter­no e cen­tral­iza­do na fé de Jesus.

Então, o que esta­va acon­te­cen­do na mente de Smith e But­ler? O que havia de erra­do com aque­les home­ns? A dura real­i­dade é que, se olhar­mos o sufi­ciente, veríamos o reflexo deles no espel­ho.

Ess­es dois episó­dios que acon­te­ce­r­am com Jones e Wag­goner são mera­mente exem­p­los que ilus­tram um desafio maior enfrenta­do pela igre­ja. É pos­sív­el que os adven­tis­tas sejam propen­sos a assumir cer­tas posições a par­tir de uma pos­tu­ra defen­si­va? Pode­ria tal pos­tu­ra, emb­o­ra com as mel­hores intenções, ofus­car a rep­re­sen­tação do evan­gel­ho pela igre­ja e difi­cul­tar sua capaci­dade de ser procla­ma­do? Pode­ria uma espé­cie de para­noia de mente estre­i­ta fluir em nos­sa men­tal­i­dade e nos faz­er pen­sar que esta­mos defend­en­do o adven­tismo tradi­cional quan­do, na ver­dade, esta­mos real­mente resistin­do ao mover do Espíri­to?

A propósi­to … vários anos depois, Ellen White disse que a lei em Gálatas inclui “tan­to o códi­go cer­i­mo­ni­al quan­to o moral, dos Dez Man­da­men­tos”, mas que o após­to­lo Paulo esta­va “falan­do espe­cial­mente da lei moral”. Parece que aque­les dois per­tur­badores afi­nal estavam cor­re­tos (Man­u­scrito 87, 1900; Ellen G. White a Uri­ah Smith, 6 de jun­ho de 1896; Men­sagens Escol­hi­das, v. 1, p. 233–234).

QUÃO TRADICIONAL VOCÊ É?

Mas não se engane ao sim­ples­mente assumir que você está des­cansan­do segu­ra­mente, sába­do após sába­do, na con­fortáv­el cadeira de bal­anço do adven­tismo tradi­cional. Se você está con­fortáv­el demais – se você não tem desafi­a­do seu con­jun­to de con­ceitos comuns acer­ca de Deus, da Bíblia e da igre­ja –, então não há nada de ”tradi­cional” acer­ca do seu adven­tismo.

Por quê? Porque o ver­dadeiro adven­tismo tradi­cional é van­guardista, de mente aber­ta, de pen­sa­men­to ino­vador e pro­gres­sista. E sim, eu usei a palavra que começa com a letra “p”. Mas antes que você fique irri­ta­do, eu digo isso no mes­mo sen­ti­do que Ellen White quis diz­er quan­do ela declar­ou que a Bíblia é “um livro pro­gres­sista”, pois estim­u­la um desen­volvi­men­to e um entendi­men­to espir­i­tu­al (1888 Mate­r­i­als, p. 259). O ver­dadeiro adven­tismo tradi­cional é recep­ti­vo às mudanças con­duzi­das pelo Espíri­to San­to. A pre­sunção – seja em relação à ger­ação, cul­tura, ide­olo­gia etc. – não sobre­viverá à luz do dia quan­do for expos­ta aos vívi­dos e revig­o­rantes raios das Três Men­sagens Angéli­cas.

Que pos­samos grav­i­tar ao redor daqui­lo que ver­dadeira­mente é o adven­tismo tradi­cional. Que pos­samos encar­nar uma von­tade de desafi­ar o sta­tus quo; uma aber­tu­ra para recon­hecer onde podemos mudar e crescer. Que super­emos nos­sa tendên­cia de assumir uma pos­tu­ra defen­si­va e reati­va, adquirindo uma men­tal­i­dade proa­t­i­va no lugar dela.

Que sejamos fun­da­men­ta­dos no “evan­gel­ho eter­no” (Apoc­alipse 14:6) e encon­tremos as três men­sagens angéli­cas de maneira revig­o­ra­da, per­mitin­do que o Espíri­to explore nos­sas capaci­dades cria­ti­vas para aten­der­mos às deman­das de nos­so tem­po. Que pos­samos estim­u­lar o tipo de adven­tismo que nos propul­siona para a frente com uma visão pro­gres­sista do que a igre­ja pode ser para este mun­do.

Por Jeffrey Rosario
Tradução: Isaque Resende e Matheus Cardoso